segunda-feira, 8 de junho de 2009

Da série: recebi por e-mail

" Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana. Em relação aos finais de semana já desisti faz tempo: noites povoadas por pessoas com metade da minha idade e do meu bom senso."

Nada contra adolescentes, muitos deles até são mais interessantes e vividos do que eu, mas tô falando dos de "fabricação em série". Tô fora de dançar os hits das rádios e ter meu braço ou cabelo puxado por um garoto que fala tipo assim, gata, iradíssimo, tia. Tinha me decidido a banir a palavra "balada" da minha vida e só sair de casa para jantar, ir ao cinema ou talvez um ou outro barzinho cult, desses que tem aberto aos montes em bequinhos charmosos. Mas a verdade é que por mais que eu ame minhas amigas, a boa música e um bom filme, sinto falta de um amor. Já tentei paquerar em cafés e livrarias, não deu muito certo, as pessoas olham sempre pra mim com aquela cara de "tô no meu mundo, fique no seu". Tentei aquelas festinhas que amigos fazem e que sempre te animam a pensar "se são meus amigos, logo devem ter amigos interessantes". Infelizmente, essas festinhas são cheias de casais e um ou outro esquisito desesperado pra achar alguém só porque os amigos estão todos acompanhados. Tô fora de gente desesperada, ainda que eu seja quase uma.
Baladas playbas com garotas prontas para um casamento e rapazes que exibem a chave do Audi, tô mais do que fora. Baladas playbas com garotas praianas hippie-chique que falam com voz entre o fresco e o nasalado (elas misturam o desejo de ser meigas com o desejo de ser manos com o desejo de ser patos) e rapazes garotos-propaganda Adidas com cabelinho playmobil,também tô fora.

MUNDO IDIOTA

O que sobra então? Barzinhos de MPB? Nem pensar. Até gosto da música, mas rapazes que fogem do trânsito para bares abarrotados, bebem discutindo a melhor bunda da firma e depois choram "tristeza não tem fim, felicidade sim" no ombro do amigo têm grandes chances de ser aquele tipo que se acha superdescolado só porque tirou a gravata e porque fala tudo metade em inglês, ao estilo "quero te levar pra casa, how does it sound?"
Para dançar, os muquifos eletrônicos alternativos são uma maravilha, mas ainda que eu não seja preconceituosa com esse tipo, não estou afim de beijar bissexuais sebosos, drogados e com brinco pelo corpo todo. Tô procurando o pai dos meus filhos, não uma transa bizarra. Minha mais recente descoberta são as baladinhas também alternativas de rock. Gente mais velha, mais bacana, roupas bacanas, jeito de falar bacana, estilo bacana, papo bacana? Gente tão bacana que se basta e não acha ninguém bacana. Na praia, quem é interessante além de se isolar acorda cedo, aí fica aquela sensação (verdadeira) de que só os idiotas vão à praia e às baladinhas praianas. Orkut, MSN, chats? me pergunto onde foi parar a única coisa que realmente importa e é de verdade nesta vida: a tal da química.
Mas então onde, meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? O tempo está passando, meus ex já estão quase todos casados, minhas amigas já estão quase todas pensando no nome do bebê? E eu? Até quando vou continuar achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindoo mais idiota de todos?
Foi então que eu descobri. Ele está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredom lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito. A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa.

Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é,
menor a chance de você vê-la andando por aí?

6 comentários:

Mosana disse...

aeeeeee
adicionada no meu google reader!
aNssim que se faz!
mas o melhor de uma pessoa ser a sua ausência foi forte hein?!?!?!
argh!!!!!
kisses

luzdeluma disse...

Não sei se as pessoas que estão na rua, não pensam igual a, essa moça que esqueceu de se apresentar! Parece que ela se basta e vai continuar sozinha!
Desde que nascemos, convivemos ou procuramos conviver com pessoas que possuem pensamentos iguais aos nossos. As pessoas diferentes acabam se isolando. As que são caseiras "os cookings" geração pós paz e amor, preferem frequentar livrarias, cafés, teatros e cinemas - dificilmente saem para encontrar alguém. Este alguém simplesmente surge, mas não bate à porta pedindo açúcar. Boa semana! Beijus

Dani disse...

Putz!
Este mundindho da balada não é mais como era no meu tempo..hahahahaha
(nem tanto tempo ok?)
Sorte pro povo que tem que enfrentar isso tudo!
beijos

Faxina

iQue disse...

Segue o link, hahahahahahaha!!!!

Cheguei no seu blog, porque vi seu post no site Mulheres à la carte, no post que fui convidado a ler pela autora via twitter.

Ai li seu último post e como não tenho nada de muito diferente a dizer, resolvi escrever sobre.

Tenho 28, já passei dos 24, seu pensamento é parecido com o meu, quando estive nessa idade, o tempo é diferente, variável de 4 anos, mas as idéias parecidas, os anseios também.

Quer saber o que vai acontecer 4 anos depois?! rsrsrsrs

Algumas pessoas gostam de ver o futuro, outras se contentam com o passado, alguma vivem perdidas no presente.

Bom por enquanto é só, parcial e quase anônimo.

bjomeliga

Ma disse...

Vixi, hein...

Dri Viaro disse...

Passando pra conhecer o blog, e desejar um otimo feriado
bjssss

aguardo sua visita :D

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